23 junho 2008

SER FELIZ

“Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito.” Começo este ensaio com esta frase de minha escritora predileta – Clarice Lispector, pois igual estou me consumindo na busca deste objetivo. Não entendo a pessoa que perde tempo cultivando um cadinho de angústia do passado e fica remoendo um sentimento mal resolvido, um relacionamento inacabado e vive assombrada com a imagem do desafeto, deixando de abrir-se para a amplitude do presente, deixando de viver cada partícula nova de emoção, cada brilho de olhar, cada sonoridade de riso que desponta da pessoa que está ao seu lado. É tão intenso permitir-se, apaixonar-se, libertar-se, correr riscos... Liberdade é correr riscos! Como disse Clarice, liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome. É muito mais que isso... é viver intensamente! É viver cada dia como se fosse o único e da melhor maneira possível, com amor e total pulsação de energia. É olhar para o outro e enxergá-lo; é estar em meio à natureza e respeitá-la; é ingerir o alimento e saber saboreá-lo; é tocar as mãos de alguém e sentí-la de verdade. E, parafraseando minha íntima amiga de escrita, a Clarice, sou como você me vê. Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania. Depende de quando e como você me vê passar. E, quando eu passar por você, me abrace forte, me olhe nos olhos, me dê as mãos, me diga uma palavra bonita.... pois, eu não tenho tempo pra mais nada. Ser feliz me consome muito!

Catarina Poeta

2 comentários:

railer disse...

é importante ser feliz, mas sofrer um pouco uma desilusão, chorar ou lamentar alguma perda também faz parte do processo de desabafar, de colocar pra fora a coisa ruim.

Leri disse...

"Pelo caminha da vida não espere menos que a felicidades!"

bjussssssssssss

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